Mostra de Conhecimento valoriza protagonismo estudantil

Cerca de 1300 estudantes receberam pais e familiares para apresentar seus projetos

Institucional

22.09.2025 - 14:56:31 | 6 minutos de leitura

Autor - Vitoria Hoffmann Rubick
Mostra de Conhecimento valoriza protagonismo estudantil

Na manhã de sábado, 20 de setembro, o Colégio São Luiz realizou mais uma edição da sua tradicional Mostra de Conhecimento. O evento reuniu cerca de 1.300 alunos, que apresentaram seus trabalhos para professores, pais e familiares, transformando os espaços da escola em ambientes de aprendizado, criatividade e interação. 
A iniciativa teve como objetivo valorizar o protagonismo estudantil, aproximar família e comunidade da rotina escolar e demonstrar a diversidade de projetos desenvolvidos ao longo do ano letivo.
O diretor do Colégio e Faculdade São Luiz, padre Silvano João da Costa, destacou a importância da mostra como instrumento de formação integral. “Esta é uma oportunidade em que o aluno se coloca como protagonista, apresenta o que aprendeu e demonstra que o conhecimento vai além da sala de aula. É um momento de integração, de valorização do esforço de cada estudante e de fortalecimento do vínculo entre escola e família”, ressaltou.
Na sequência, as coordenações pedagógicas também compartilharam suas impressões. A coordenadora da Educação Infantil, Sandra Cristini da Silva, enfatizou a relevância de incentivar a curiosidade desde cedo. “Na infância, a criança aprende pela experimentação. 
Participar da Mostra é uma forma de demonstrar que elas já são capazes de investigar, refletir e dividir seus aprendizados com a comunidade escolar”, afirmou. 
Para a coordenadora do Ensino Fundamental 1, Kátia Meri Fantini Coelho, a mostra evidencia a importância de desenvolver competências de forma integrada. “Os trabalhos apresentados refletem o empenho dos alunos, mas também a dedicação dos professores e o apoio das famílias. É neste tripé que a educação se fortalece”, observou.
O coordenador do Ensino Fundamental 2, Fabrício Bado, ressaltou que a experiência da Mostra aproxima o estudante da realidade. “Quando o aluno explica, compartilha e se comunica com o público, ele está consolidando o conhecimento e desenvolvendo habilidades que serão fundamentais para sua vida acadêmica e profissional”, disse. 
Já a coordenadora do Ensino Médio, Cíntia Cardoso, destacou a relevância da interdisciplinaridade. “A Mostra é um espaço em que o jovem une teoria e prática, conecta áreas diferentes e percebe como o conhecimento se entrelaça. Isso é essencial para a formação crítica e cidadã”, destacou.

Empreendedorismo estudantil
O professor de Empreendedorismo, Fábio André Nass, cita que alguns trabalhos refletiram sobre o aspecto social, inspirados nos 100 anos de falecimento do padre João Leão Dehon, fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (SCJ). “Lançamos um desafio para os 8ºs anos, de criar projetos de empreendedorismo social, apresentados aqui na mostra. Os três melhores trabalhos serão expostos em uma feira no Centro de Inovação de Blumenau”, contou. 
Neste contexto, foi produzido um aplicativo para a saúde masculina, a criação de brinquedos sustentáveis e até um aplicativo que conecta pessoas em busca de doação com quem tem algo para doar. O Benavi (“be” de benevolência e o “navi” de navegar) quer transportar o bem por meio da tecnologia. “As pessoas que precisam de doação escrevem suas necessidades, por exemplo, uma mochila escolar. E quem tem a possibilidade de doar pode entrar em contato por um chat privado para combinar a forma de entrega”, explicou Laura Grespky Bonifácio, de 13 anos, que desenvolveu o projeto com os colegas Rafaela Schäfer dos Santos, André Felipe de Farias, Sophia Oliani Hass e Cristian Schaeffer. 
Outro trabalho que chamou a atenção foi uma casa construída com o uso de garrafas PET. A ideia foi desenvolvida pelas estudantes Joana Pazzini Mueller Ferreira, Aline Rensi Botelho, Ana Luiza Carminati, Isadora Rezini e Isadora Jaracesski, do 2º ano do Ensino Médio. “O nosso trabalho de iniciação científica começou há três meses, arrecadando garrafas PET na escola. Instalamos pontos de coleta nas entradas e no pátio. Foram, ao todo, 20 sacos de 100 litros para recolher todo o material. Já a construção da casa levou cerca de sete dias e a finalização ocorreu aqui na escola, pela limitação de transporte. Construir algo assim depende de matemática, sobretudo o telhado, feito em triângulos para ficar mais forte e não cair”, detalhou Joana. 
Já o grupo formado por Isabelle Bonomini Bork, Isadora Cadore de Souza e Arthur Zendron, do 2º ano do Ensino Médio, trouxe luz para uma temática importante: a nutrição. Juntos, os estudantes desenvolveram uma pesquisa com 230 crianças do colégio, analisando hábitos alimentares e os lanches que trazem para o momento do intervalo. “Em 30% das lancheiras estão biscoitos recheados para o recreio, 62% não trazem frutas e 24% costumam beber suco de caixinha durante a refeição. Caso as crianças tivessem poder de escolha, 50% gostaria de comer pizza no intervalo”, relatou Isabelle. 
O consumo de fast food também chamou a atenção, bastante influenciado por brinquedos entregues com o lanche e por propagandas na televisão e nas mídias sociais. “O curioso é que 60% dos entrevistados não sabem o que têm dentro dos salgadinhos e bolachas. Por isso, o objetivo da pesquisa é mostrar aos pais que a má alimentação traz problemas como a obesidade e compromete, inclusive, a concentração na escola. As crianças de hoje são os cidadãos de amanhã e a prevenção de doenças como diabetes e hipertensão deve começar agora”, ressaltou a estudante. 

Pais aprovam o projeto
Os pais e familiares aproveitaram o sábado de sol para conferir os trabalhos ao lado dos filhos. Lizandra Reis, mãe da Maia, definiu a experiência como gratificante. “É importante vir e conhecer as atividades desenvolvidas ao longo do ano. Minha filha já é bastante independente, mas em alguns trabalhinhos é preciso colocar a mão na massa e participar”, explicou.
Ana Laura Woiciechoski revela que o filho Arthur nem dormiu direito, tamanha ansiedade por apresentar os projetos desenvolvidos no colégio. “Sinto a emoção que ele tem em mostrar aquilo que está aprendendo. É o primeiro ano dele no São Luiz e a experiência tem sido ótima. Inclusive, ele prefere estar aqui do que ficar em casa conosco”, pontuou a mãe. 
Lhuani Boos, mãe da Rafaela e do Bernardo, estava emocionada com o que viu. “Fico sem palavras, pois nos sentimos muito acolhidos pela escola. Mesmo nas atividades em casa, observamos o quanto é bom esta conexão em família” 
Para Lenir Cavichioli Oliani, mãe do Bernardo, participar da mostra foi especial. “Eu penso que, para os meus filhos, tem um grande significado a família se fazer presente e se interessar pelas atividades desenvolvidas na escola”, pontuou. 
A interação que a mostra proporciona também foi enaltecida por Caroline Nickel, mãe da Analu e da Celine. “Em casa, dividimos as tarefas, cada um faz um pouquinho. O importante é mesmo este encontro entre a família e a escola, compartilhando aprendizados”.

 
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