Intercâmbio une vivências culturais e esportivas no Canadá
Durante duas semanas, estudantes conviveram com famílias canadenses, frequentaram a escola e praticaram esportes no país da América do Norte

Nove alunos do Colégio São Luiz retornaram ao Brasil após duas semanas de intercâmbio no Canadá, onde participaram de uma experiência de imersão cultural e esportiva. A viagem, realizada no mês de setembro, integrou a parceria entre o Colégio São Luiz e o Séminaire du Sacré-Coeur, na província de Quebec, iniciativa que já chega ao quarto ano.Acompanhados pelo professor Daniel Ricardo Pieper e pelo padre Lindolfo Neves Braga, SCJ, os estudantes ficaram hospedados em casas de famílias canadenses e participaram da rotina escolar e familiar, além de atividades esportivas e visitas culturais. Para o professor Daniel, a experiência permitiu aos adolescentes conhecer de forma mais próxima o cotidiano do país e vivenciar situações diferentes daquelas encontradas no Brasil.“Foi uma experiência muito rica, principalmente pela possibilidade de conhecer uma cultura diferente e viver intensamente a rotina canadense. Eles puderam perceber diferenças nos horários, na alimentação e na organização da escola, além de aprimorar a conversação e a compreensão do inglês e ter contato com o francês”, explica.Durante a permanência no Canadá, os alunos também conheceram aspectos da história e da cultura local por meio de visitas a museus e tiveram contato com modalidades esportivas como hóquei, rafting, caiaque e frisbee. A experiência também possibilitou aos estudantes observar outras formas de organização no ambiente escolar.Para o padre Lindolfo, a convivência com uma realidade diferente contribui para a formação dos jovens e amplia a percepção sobre a própria cultura e os vínculos familiares. “Uma experiência como essa proporciona aos alunos a oportunidade de conhecer outra realidade, conviver com novas pessoas e perceber diferentes formas de viver e de aprender. Ao mesmo tempo, quando estão longe de casa, eles passam a valorizar ainda mais a própria família, seus costumes e sua cultura”, destaca.A coordenadora do Programa Bilíngue do Colégio São Luiz, Mariane Werner Zen, destaca que a escolha do grupo levou em consideração o interesse dos estudantes pelo esporte. A viagem em setembro, segundo ela, favoreceu ainda a realização de atividades ao ar livre e permitiu aos alunos conhecer o Canadá durante o outono.“Foi um intercâmbio muito ativo e que deu muito certo. A escolha do período também foi importante, porque o clima estava mais agradável e possibilitou que eles realizassem diversas atividades ao ar livre e conhecessem um Canadá diferente daquele que muitas vezes imaginamos, marcado pela neve”, explica.A coordenadora do Séminaire du Sacré-Couer, Anastasiia Lavrynets, comemora o sucesso de mais um intercâmbio entre as duas instituições. \"Ao longo do intercâmbio, os estudantes frequentaram a escola, praticaram francês, exploraram Montreal, Ottawa, Gatineau e Montebello, e vivenciaram a vida com famílias canadenses. Quer estivessem a aprender na sala de aula, a descobrir a história canadense, a apreciar as tradições locais ou simplesmente a partilhar canções durante uma viagem de carro, cada momento tornou-se uma oportunidade de crescimento e conexão\".Além da experiência dos estudantes no Canadá, a parceria prevê a segunda etapa do intercâmbio, com a vinda dos alunos canadenses para Brusque. Nove estudantes, acompanhados por uma coordenadora do Ensino Médio e um professor de Educação Física e História, chegam ao município no dia 14 de outubro. Durante a estadia, eles participarão da rotina do Colégio São Luiz e de uma programação preparada pela instituição.“O intercâmbio já está consolidado e, agora, começamos uma nova etapa, recebendo os estudantes canadenses em Brusque. Eles também terão a oportunidade de conhecer o nosso cotidiano escolar e cultural, enquanto os professores poderão observar como funcionam as aulas aqui. É uma troca que beneficia os dois lados”, ressalta Mariane.No próximo ano, a proposta é que um novo grupo de estudantes do Colégio São Luiz participe da experiência, desta vez formado por meninas.
Alunos destacam amizades, esportes e amadurecimentoPara os estudantes que participaram desta edição, um dos principais diferenciais foi justamente a possibilidade de viver o cotidiano canadense dentro das famílias que os receberam. Além de praticar o inglês diariamente, eles precisaram se adaptar a uma nova rotina, assumir responsabilidades e estabelecer vínculos com pessoas que, até então, eram desconhecidas.José Luiz Goes Lima conta que a experiência superou suas expectativas, especialmente pela relação construída com a família canadense. “Foi incrível conhecer uma nova cultura, fazer amizades e conviver com uma família que me acolheu muito bem. Hoje sinto que tenho uma segunda família no Canadá”, relata.A natureza e as atividades esportivas também ficaram entre as principais lembranças. Para ele, o rafting foi um dos momentos mais marcantes. “Descemos o rio de bote enquanto observamos as paisagens. Foi uma experiência muito bonita”, lembra.Vinicius de Oliveira Dalago também destaca a recepção da família e a oportunidade de praticar esportes diferentes. Além do vôlei e do basquete, participou de atividades como rafting e caiaque. “Foi meu primeiro intercâmbio e superou muito as expectativas. Conheci pessoas novas, pratiquei esportes e tive contato com uma realidade diferente. Meu inglês também melhorou bastante”, conta.A adaptação inicial, segundo ele, exigiu esforço, especialmente por estar em uma família na qual o francês também fazia parte da rotina. “No começo fiquei mais quieto, mas fui me soltando aos poucos. Como uma das pessoas da família não falava muito inglês, também precisei aprender algumas palavras em francês para conseguir me comunicar melhor”, explica.Para Bernardo Maestri dos Anjos, a viagem também teve um caráter de descoberta. Ele conta que ficou impressionado com as paisagens do outono canadense, a escola e a convivência com a família que o recebeu. “Foi como uma experiência de filme. Tudo superou minhas expectativas e eu gostaria de ter ficado mais tempo”, afirma.Além do rafting e do paintball, Bernardo destaca o contato com os colegas canadenses. Para ele, o intercâmbio também contribuiu para o amadurecimento. “Quando você está longe da família, precisa se virar mais, principalmente nos primeiros dias, quando está convivendo com pessoas que ainda não conhece. Isso acaba sendo um teste importante e ajuda muito no crescimento pessoal”, avalia.André Felipe de Farias teve uma percepção semelhante. Para ele, a hospedagem em família foi fundamental para conhecer o cotidiano do país. “Você realmente consegue viver o dia a dia, e não apenas visitar o lugar como turista. Isso ajuda a melhorar o inglês e também exige mais responsabilidade, porque estamos longe dos nossos pais e precisamos cuidar das nossas coisas”, destaca.A experiência também foi marcante para Francesco Giuseppe Sgrott, que já havia participado de um intercâmbio nos Estados Unidos. Segundo ele, a principal diferença foi a convivência com a família canadense. “Foi diferente porque eu realmente vivi junto com a família. Achei que demoraria para me enturmar, mas rapidamente passei a me sentir parte deles”, conta.Para Mauro José de Goes Lima, a experiência trouxe uma nova percepção sobre os costumes e a rotina escolar canadense. Ele destaca as diferenças nos horários das aulas e a permanência dos estudantes na escola durante praticamente todo o dia. “Foi interessante conhecer essas diferenças e participar da rotina do meu irmão canadense. Também praticamos esportes que eu nunca tinha experimentado, como frisbee e caiaque”, relata.Ele também percebeu avanços no inglês e na maturidade. “Eu faria novamente e recomendo para quem tiver essa oportunidade. O inglês melhorou muito e voltamos com uma visão diferente”, afirma.Nicolas Furtado de Souza conta que os primeiros dias foram marcados pela timidez e pelo desafio de iniciar conversas em outro idioma. Com o passar do tempo, porém, a adaptação se tornou mais natural. “No começo foi difícil porque era outra língua, outra família e outros costumes. Depois fui ganhando intimidade, perdi a timidez e ficou muito mais tranquilo”, explica.Entre as atividades, Nicolas destaca o rafting, o basquete e a experiência de andar de canoa. Para ele, o intercâmbio também ensinou sobre responsabilidade. “Você precisa se virar longe dos seus pais, em outro continente e usando uma língua que não é a sua. Isso faz com que você desenvolva uma maturidade maior”, avalia.Nicolas Cardoso também considera o amadurecimento um dos principais resultados da viagem. Foi sua primeira experiência fora da América do Sul e, apesar da dificuldade inicial de se comunicar em inglês, ele conseguiu se adaptar à família e à rotina. “No começo fiquei um pouco envergonhado, porque eram os primeiros dias usando o inglês de verdade. Depois ficou mais fácil e fui me sentindo cada vez mais à vontade”, conta.Além das paisagens e da convivência familiar, ele teve contato com modalidades esportivas diferentes e acompanhou treinos de hóquei. “Aqui temos esportes mais tradicionais, enquanto eles praticam algumas modalidades diferentes. Foi interessante experimentar isso e conhecer outra realidade”, afirma.Davi Tridapalli Debrassi resume a experiência como uma oportunidade de sair da própria realidade e ampliar horizontes. “Foi incrível viver uma nova cultura, conhecer paisagens diferentes e melhorar meu inglês conversando com a família e os novos amigos. O mais marcante foi morar com uma família que eu não conhecia e, mesmo assim, construir tantas memórias juntos”, destaca.Entre as atividades, ele cita o frisbee, o flag football e, principalmente, o rafting. Para Davi, a experiência representou uma oportunidade de crescimento que vai além do aprendizado do idioma. “Se tiver a oportunidade de fazer um intercâmbio, faça. É uma forma de sair da sua bolha, conhecer novas culturas, novas rotinas e novas pessoas”, conclui.
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