Intercâmbio na Itália amplia vivência acadêmica

Durante duas semanas, estudantes participaram da rotina escolar italiana, conviveram com as famílias e visitaram universidades e pontos históricos do país

Institucional

22.06.2026 - 08:48:02 | 6 minutos de leitura

Autor - Vitoria Hoffmann Rubick
Intercâmbio na Itália amplia vivência acadêmica

Convivência com famílias italianas, visitas à universidades e imersão em uma cultura diferente marcaram a segunda edição do intercâmbio promovido pelo Colégio São Luiz em parceria com o Istituto Leone Dehon, na cidade de Monza, na Itália. A experiência, que ocorreu entre os dias 26 de maio e 12 de junho, teve a participação de quatro estudantes, que foram acompanhados pelo coordenador geral da instituição, Fabrício Bado, e pelo padre Renato Vieira Lima.
Mais uma vez, o intercâmbio foi avaliado de forma positiva pelo coordenador, que já havia vivenciado a experiência de acompanhar um grupo de intercambistas na Itália no ano passado. De acordo Fabrício, a principal diferença foi o período da viagem. Enquanto em 2025 os estudantes estiveram na Itália durante o inverno europeu, desta vez o intercâmbio ocorreu no encerramento do ano letivo italiano, permitindo uma vivência diferenciada da rotina escolar.
“A primeira grande diferença foi o período da viagem. Em 2025 fomos em janeiro, em pleno inverno. Agora chegamos no fim do ano letivo deles, com clima mais favorável para passeios, visitas e atividades externas”, explica.
O coordenador destaca que os alunos tiveram a oportunidade de acompanhar um momento decisivo da vida acadêmica dos estudantes italianos, marcado por revisões, provas e preparação para o chamado Exame de Maturidade, avaliação nacional que dá acesso ao ensino superior no país.
“Foi muito interessante observar esse final de ano letivo. Vivenciamos a sala de aula em um momento mais crítico para os alunos, acompanhando revisões, avaliações e a preparação para exames que exigem não apenas conhecimento teórico, mas também apresentações orais e capacidade de relacionar diferentes áreas do conhecimento”, comenta.
Além da experiência escolar, os intercambistas participaram de visitas culturais e acadêmicas em diversas cidades italianas. Entre os destaques estiveram museus, monumentos históricos e universidades.
“Os alunos aproveitaram cada visita, compreenderam a história das cidades e ficaram encantados com as universidades. Eles perceberam que estudar na Itália é uma possibilidade real. A visita à Universidade Católica do Sagrado Coração foi uma das que mais impressionou o grupo”, afirma.
Outro aspecto valorizado por Fabrício foi a convivência com as famílias anfitriãs, considerada uma das partes mais enriquecedoras do intercâmbio.
“Desenvolver uma cultura vai muito além de conhecer a língua. É vivenciar o dia a dia da família, os costumes e as diferenças. No início algumas situações causam estranhamento, mas é justamente isso que promove crescimento. Depois de viver essa realidade por 15 dias, os alunos voltam com uma visão muito mais ampla do mundo”, ressalta.
O padre Renato Vieira Lima, que também acompanhou o grupo, observa que o intercâmbio é sempre uma oportunidade de encontro, seja dos estudantes entre si, dos estudantes que vão com aqueles que os recebem e das instituições envolvidas. “Em Monza, a experiência do intercâmbio foi exatamente assim. Os alunos puderam conhecer o modo de vida da Itália, a dinâmica da escola que os acolheu e o cotidiano dos estudantes que os hospedaram. Além disso, puderam ver que, em outros lugares do mundo, o sonho de Padre Dehon continua tão vivo quanto em nosso colégio. O intercâmbio também é uma experiência de identificação com o carisma de Padre Dehon, de ampliar horizontes e de perceber, em uma época de solidão e fechamento, a importância dos relacionamentos humanos”.
A parceria entre as instituições terá continuidade nos próximos meses. Em setembro, estudantes italianos visitarão Brusque para a etapa brasileira do intercâmbio. Segundo a coordenadora Mariane Werner Zen, as conversas para a edição de 2027 também estão em andamento.

Alunos destacam amadurecimento e adaptação cultural
Para os estudantes, a experiência foi marcada por descobertas, desafios e aprendizados que vão muito além da sala de aula.
Luisa Cardoso, que participou do primeiro intercâmbio do Colégio São Luiz aos Estados Unidos, afirma que a viagem à Itália proporcionou uma grande reflexão sobre diferenças culturais. “Essa experiência me ajudou muito pessoalmente. Lidamos com várias diferenças culturais e aprendemos a olhar para elas de forma positiva. Isso agregou muito para nós como pessoas”, avalia.
Segundo ela, uma das principais surpresas foi a forma como os italianos organizam a rotina diária. “O que mais me chamou atenção foi que eles não seguem uma rotina tão rígida quanto a nossa. A maneira deles se organizarem é diferente da que estamos acostumados”, relata.
Já Antonella Cadore, que participou do intercâmbio do CSL ao Canadá em 2025, define a experiência na Itália com uma palavra: adaptação.
“Muitas vezes pensamos que a Itália é muito parecida com o Brasil por causa da descendência italiana, mas quando chegamos lá percebemos que existem muitas diferenças. Foi uma grande oportunidade de adaptação e amadurecimento”, afirma.
A estudante destaca a convivência escolar como um dos aspectos mais enriquecedores da viagem. “As escolas são muito diferentes. As salas têm menos alunos e quem troca de sala são os estudantes, não os professores. Foi uma experiência cheia de novidades.”
Antonella também ressalta o acolhimento recebido pela família anfitriã. “Eles tinham muita curiosidade sobre o Brasil, pesquisaram bastante sobre o nosso país e me receberam muito bem.”
Para Heloisa Orsi, que participou de intercâmbio do CSL pela primeira vez, a experiência transformou sua forma de enxergar outras culturas. “Fui com a mente bem aberta e realmente vivi um intercâmbio. Conhecemos várias regiões do norte da Itália, muitos lugares e muitas pessoas”, conta.
Apesar de o período coincidir com o encerramento do ano letivo, ela avalia positivamente a passagem pela escola italiana. “O tempo que passamos na escola foi muito legal e conseguimos entender um pouco da realidade deles. Esse intercâmbio mudou muito minha cabeça. Tudo é muito diferente do Brasil e acredito que todo mundo deveria ter a oportunidade de vivenciar algo assim pelo menos uma vez”.
Arthur Fischer Suave também participou de seu primeiro intercâmbio internacional e voltou impressionado com a riqueza histórica e cultural do país.
Entre os aprendizados, ele destaca o desenvolvimento da autonomia. “Foi muito importante experimentar como é viver mais independente, longe da família. Isso trouxe um amadurecimento muito grande”.

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