Estudantes canadenses conhecem a cultura brasileira

Durante a visita, grupo do Séminaire du Sacré-Coeur participou da rotina escolar e de atividades esportivas e culturais

Institucional

30.10.2025 - 17:58:57 | 8 minutos de leitura

Autor - Vitoria Hoffmann Rubick
Estudantes canadenses conhecem a cultura brasileira

O Colégio São Luiz recebeu neste mês de outubro, mais um grupo de intercambistas. Desta vez, foram 11 alunas do Séminaire du Sacré-Coeur, da província de Quebec, no Canadá, acompanhadas pela coordenadora internacional Anastasiia Lavrynets, pela professora Caroline Sanscartier e pelo técnico de vôlei, Gilbert Landry .
Durante 15 dias, as estudantes canadenses vivenciaram a rotina no colégio e nas famílias brusquenses, onde ficaram hospedadas. Ao longo do intercâmbio, elas também tiveram a oportunidade de participar de atividades esportivas, já que integram a equipe de vôlei da instituição do Canadá.
A coordenadora do programa internacional da escola canadense, Anastasiia Lavrynets já esteve em Brusque em 2023, acompanhando a primeira turma de intercambistas do Séminaire du Sacré-Coeur, e agora retornou como acompanhante do novo grupo. Para ela, a segunda experiência no Colégio São Luiz foi ainda melhor.
“Nesta minha segunda vez aqui, descobri muitas coisas novas e nossa conexão foi maravilhosa. Foi aqui que começamos nosso projeto de parceria e poder rever as pessoas foi muito bom. Pude perceber o quanto os estudantes que estiveram conosco no Canadá cresceram, e receber o carinho dos alunos que se lembraram de mim, todos sempre tão atenciosos e amorosos, foi demais”, diz.
Anastasiia afirma que a parceria entre as duas instituições ficou ainda mais forte. “Agora passamos para uma nova fase na relação entre nossas escolas. Temos o programa esportivo, mas muito mais do que isso, temos o compartilhamento de culturas, criamos novas relações e vemos que nossos alunos compartilham dos mesmos valores. Sinto que podemos ser parte de uma grande família, isso é o mais importante”.
Professora de francês e técnica da equipe de vôlei da instituição canadense, Caroline Sanscartier  destaca que a experiência de acompanhar as alunas no intercâmbio foi enriquecedora. “Para mim, o melhor foi ver as meninas descobrindo coisas novas, novas comidas, fazendo novas amizades. Gostei muito de ver elas felizes. Todas vieram com o coração e a mente abertos para esta experiência e deu muito certo”.
Ela afirma que o ‘jeito brasileiro’ de ser foi algo que a encantou e vai levar como aprendizado. “As pessoas aqui são muito carinhosas, gentis. Senti que no Colégio São Luiz todos são como uma verdadeira família, e espero daqui pra frente poder ser assim como vocês”.
Assim como Anastasiia, o técnico Gilbert Landry já esteve em Brusque em 2023. Ele considera que a segunda experiência no intercâmbio entre as duas instituições foi bastante produtiva. \"As duas experiências foram muito boas, mas acredito que neste ano as alunas souberam aproveitar melhor a oportunidade. Acredito que chegamos ao formato ideal do intercâmbio. Foi tudo muito bom\", destaca.
O treinador também ressalta a oportunidade que as estudantes canadenses tiveram de jogar vôlei fora do colégio. \"Jogamos não apenas com as alunas do Colégio São Luiz, mas conhecemos também estudantes de outras instituições, isso adicionou muita vida ao projeto. As meninas realmente se divertiram durante os jogos\".

Integração
A coordenadora do Programa Bilíngue do Colégio São Luiz, professora Mariane Werner Zen, explica que esta foi a terceira edição do intercâmbio com o Séminaire du Sacré-Coeur, do Canadá. A parceria entre as duas instituições iniciou em 2023, com o grupo de alunas integrantes da equipe de vôlei. No ano passado, o colégio recebeu os jogadores da equipe de basquete e agora, retornaram com as meninas do vôlei.
\"Desde a primeira edição fizemos ajustes, melhoramos alguns pontos, de acordo com os objetivos do intercâmbio, e acredito que nesta terceira edição conseguimos equilibara o número de dias e a dose de atividades para as alunas, estamos muito felizes com o resultado\", diz.
Mariane ressalta a parceria das famílias, que acolheram as estudantes canadenses e auxiliaram no bom andamento das atividades ao longo dos dias. \"Tivemos um envolvimento maravilhoso com as famílias, todas foram muito parceiras, acolheram as meninas canadenses como filhas e elas também se sentiram acolhidas. Dentro do colégio, conseguimos fazer uma dosagem equilibrada entre atividades em sala de aula, jogos de vôlei e passeios\".
A coordenadora destaca que, ao longo do intercâmbio, foi possível perceber os resultados do Programa Bilíngue, desenvolvido na instituição, na prática. \"Ficamos felizes em ver que o Programa Bilíngue está tendo resultados. Todos os alunos do colégio conseguiram conversar em inglês com as nossas visitantes, e vemos também que os valores que ensinamos no Colégio São Luiz reverberam com a vinda dos intercambistas, já que nossos alunos se mostraram solícitos, abertos ao diálogo. Foi incrível ver como nossos alunos estavam felizes em receber as estudantes canadenses\".

Experiência aprovada
Para as alunas, a hospitalidade das famílias e de toda a escola também foi marcante. Todas se sentiram acolhidas desde o primeiro dia e se surpreenderam com o jeito carinhoso dos brasileiros.
“Eu gostei muito da experiência, de conhecer uma cultura diferente do Canadá, mas principalmente, gostei do jeito das pessoas daqui. Realmente, nos fizeram sentir como parte da família, nos sentimos muito acolhidas e amadas”, destaca Chloe Lafranboise.
Ariane Godin também ressaltou o afeto que recebeu desde o primeiro dia no Brasil. “As pessoas daqui são muito gentis, dão muitos abraços”. “Isso não faz parte da nossa cultura, mas percebemos que aqui é muito importante”, completa Loraly Pilon. 
Para Elizabeth Charlebois, o acolhimento que recebeu de toda a comunidade escolar também foi um dos principais pontos do intercâmbio. “Fomos incluídas em tudo e sentimos que fazíamos parte das atividades”. “Durante as aulas, todos eram muito atenciosos e preocupados se estávamos conseguindo entender, faziam questão de nos explicar e isso foi muito importante”, reforça Érika Laframboise.
Ève Gibeault conta que a adaptação foi difícil no início, já que sentiu falta de sua família e da rotina no Canadá, entretanto, com o passar dos dias, conseguiu se integrar e aprovou a experiência. “O começo foi difícil para mim, mas logo consegui me acostumar, e hoje estou triste porque está acabando e preciso voltar”.
Florence Renaud observa que, apesar de as famílias não falarem inglês de forma fluente, todos se esforçaram muito para conseguir se comunicar com as intercambistas. Já entre os alunos, ela afirma que o idioma não foi uma barreira. “Com os alunos não tivemos dificuldades de nos comunicar, todos falam inglês muito bem. As crianças menores não tinham vergonha de conversar com a gente, de perguntar, isso foi muito legal. Eles pareciam muito felizes em poder falar com a gente”.
As intercambistas também destacaram a oportunidade que tiveram de acompanhar as disputas da 38ª Maratona do Colégio São Luiz. “Foi muito legal participar desse período da Maratona. A energia era muito boa, nos sentimos acolhidas em todas as atividades e nos divertimos muito também”, diz Magalie Filion.
A gastronomia foi outro ponto forte da experiência para as estudantes canadenses. Todas elogiaram muito a culinária brasileira e fizeram questão de experimentar vários pratos típicos. “A comida, em geral, é feita com muito amor. Dá para sentir isso. No domingo, é dia de churrasco, com muita carte, eu gostei muito. Tem muita comida em toda refeição, então se você encontra algo que não gosta, tem muitas opções e pode escolher o que te agrada mais”, ressalta Juliane Caron.
Entre as comidas que mais gostaram, as intercambistas destacam o açaí, o pão de queijo e a torta de bolacha. O grupo também teve ainda aula de culinária, em que aprenderam sobre a mandioca e os pratos que é possível fazer com essa raiz que é tão presente na mesa dos brasileiros.
Ao longo dos dias, além da programação no colégio, as intercambistas visitaram cidades da região. Algumas tiveram ainda a oportunidade de conhecer a Fenarreco e também a Oktoberfest junto com as famílias brusquenses.
O intercâmbio também teve atividades esportivas, em que as alunas canadenses se integraram ainda mais com os estudantes de Brusque. Foram feitos amistosos de vôlei tanto em Brusque, quanto em Jaraguá do Sul, com o Colégio Marista São Luís, e em Itajaí, com o Colégio Salesiano. “Foi muito legal jogar aqui. Participamos de três torneios de vôlei e tivemos um bom balanço entre os jogos e outras atividades. Os dias passavam muito rápido, porque sempre tínhamos algo programado para fazer”, conta Félicité Legault.
Caroll-Ann St-Jean destaca que o grupo estava ansioso para conhecer o Brasil, entretanto, procurou não criar expectativas sobre o que viveria durante o intercâmbio. “Viemos com a mente aberta para aproveitar cada momento. Sabemos que é um país diferente, com uma cultura diferente, e gostamos muito de tudo que vivemos aqui”.

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