Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa
Colégio e Faculdade São Luiz reflete sobre a dádiva de conviver com pessoas mais velhas

Hoje, 15 de junho, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e representa um símbolo de luta pela garantia de direitos, assistência integral à saúde e qualidade de vida das pessoas acima de 60 anos. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, 28 milhões de brasileiros se enquadravam neste grupo, representando 13% da população do país. A projeção é que, em 2025, esse número se eleve para 32 milhões de pessoas e, até 2050, represente 23% da população no Brasil. “Celebrar o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa é levar todos os que estão diretamente ou indiretamente envolvidos nas atividades do Colégio e Faculdade São Luiz, a refletir sobre esta realidade tão presente na vida de nossas famílias. Primeiramente, uma reflexão positiva, onde queremos reconhecer tantas pessoas que cuidam e valorizam seus idosos. Um cuidado revestido de presença, respeito, escuta e memória”, destaca o diretor do Colégio e Faculdade São Luiz, padre Silvano João da Costa. Em contraponto, padre Silvano também chama a atenção para os idosos que nem sempre encontram acolhida, compreensão e respeito em suas famílias e na sociedade. “Eles são vítimas de atitudes, gestos e palavras que machucam, ferem a sua dignidade e sua história. ‘Todo idoso já foi jovem e todo jovem, se tiver “sorte”, será idoso’. Que esta data nos ajude a confirmar as ações positivas e a mudar as ações negativas diante da convivência e da riqueza de experiências e sabedoria dos nossos idosos”, afirma padre Silvano.
Bons exemplosUma mamãe com açúcar do ladinho de casa. Que sorte tem o Gabriel, 11 anos, e a Martina, 8 anos, netos de Maria de Lourdes Scalvim, 71 anos. Quanto amor que cabe no coração desta vovó? O suficiente para aprender a dirigir aos 60 anos, apenas para se fazer presença na vida dos netos e dar aquele apoio incondicional aos filhos, carregando as crianças para o parque e para as atividades da escola. “Ela nos ensina a praticar o bem, a rezar e ter paciência. Muitas vezes, brinca de jogos e nos ensina artes como o crochê e a pintura. Também assiste nossas aulas extras para registrar nossas atividades. A vó sempre foi fundamental para o nosso desenvolvimento. Sua experiência de vida, carinho e amor nos dão segurança e tranquilidade em tudo que fazemos quando nossos pais estão trabalhando”, contam esses netos cheios de orgulho. Para Gabriel e Martina, a relação com a vovó é uma troca permanente: ora se aprende, ora se ensina. “Aproveitem a oportunidade de estar na presença dos avós, tios ou vizinhos idosos para aprender com a experiência deles e também receber muito amor e carinho. Eles se sentem importantes porque estão sendo úteis”, sugerem as crianças.Crescer em meio a esta ternura que habita no coração dos avós também é uma realidade para Nicolas, 12 anos, e Nicole Bittencourt, 8 anos, netos de Roseleti da Silva, 54 anos. Como a família trabalha o dia inteiro, é sob a responsabilidade da vovó que as crianças passam todas as tardes. “A relação é perfeita, completa e muito importante para o desenvolvimento deles com amor, cuidado, carinho e proteção. Meus filhos, inclusive, dizem que com a vó tudo é melhor, porque tem mais flexibilidade de horários, tem tempo para brincar e ela não os deixa de castigo”, entrega a mãe, Ruane Taiara Souza, que reconhece essa avó como “uma grande mulher, guerreira e batalhadora, que dá todo o suporte que as crianças precisam”, elogia.
Agora a lição é do amorO coordenador do Ensino Fundamental 2, Fabrício Bado, foi convidado para compartilhar um pouco sobre a relação com seus pais, Sueli e Vinicius José Bado. Além dele, são mais três filhos: Rubem Vinicius, Leila e Sabrina. “O tempo nos ensina a valorizar. Temos amor pela forma com que nos criaram, nos protegeram e nos proporcionaram tudo o que temos e somos hoje. Estar convivendo com eles é uma dádiva, já que todos queremos nossos pais o mais tempo possível conosco”, relata o coordenador. Fabico lembra que há quatro anos a família vivenciou um momento difícil, quando seu pai sofreu um AVC, que comprometeu a fala e a mobilidade do lado direito do corpo. “Foram algumas restrições. Mas, ao mesmo, ele nos mostrou uma lição: apesar das sequelas que a doença trouxe, jamais perdeu a paciência. Consegue nos entender e, como pode, consegue se comunicar. Tem uma inteligência emocional muito grande para lidar com a adversidade e permanecer contente, sempre preocupado com o bem-estar de todos, isso é algo que pai e mãe nunca perdem”, atesta o coordenador. Para Fabico, conviver e compartilhar lembranças é algo que mantém a família sempre unida. “Que possamos valorizar nossos pais e avós enquanto estão conosco, não apenas em quantidade, mas em qualidade. Não importa estar o tempo todo presente, quando não se trata a pessoa idosa bem. Também não adianta proporcionar conforto, mas nunca estar presente. Que a nossa convivência seja amorosa e marcante. O amor supera todas as dificuldades”, ensina o professor.
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