Alunas do Colégio São Luiz retornam de intercâmbio no Canadá
Estudantes viveram uma experiência de 17 dias no Séminaire du Sacré-Coeur, na província de Quebec

Após uma experiência de intercâmbio no Canadá, as estudantes do Colégio São Luiz retornaram a Brusque na última semana. O grupo, formado por 12 alunas, embarcou no dia 16 de novembro para vivenciar 17 dias de imersão cultural, esportiva e acadêmica na província de Quebec, em mais uma edição do programa desenvolvido pela instituição em parceria com o Séminaire du Sacré-Coeur. A iniciativa, criada em 2023, tem como diferencial o vínculo com o esporte e, segundo os educadores, atingiu neste ano seu formato ideal.A coordenadora do Programa Bilíngue, Mariane Werner Zen, destaca que a experiência proporcionou uma grande integração das estudantes com o ambiente escolar canadense. “Como professora, aproveitei o momento para conferir a didática aplicada em sala de aula. No caso do intercâmbio, os professores desenvolveram metodologias para incluir as alunas nas aulas, fazendo atividades que os alunos canadenses precisavam realizar, e ao mesmo tempo integrando nossas estudantes nas aulas de forma natural”, explica. Em sala de aula, as alunas participaram junto com os canadenses nas disciplinas de artes, matemática, ciências, francês e inglês. Além disso, tiveram a oportunidade de ter aulas exclusivas de francês para iniciantes. Mariane ressalta que o equilíbrio entre atividades culturais, acadêmicas e esportivas foi determinante para o sucesso desta edição. “Acredito que este ano chegamos ao formato ideal de intercâmbio. Houve um entrosamento muito bom entre as alunas e vivenciamos experiências culturais intensas, inclusive algumas inspiradas no que os canadenses viram aqui. Por exemplo, eles organizaram um encontro entre famílias, com comidas típicas de Quebec e música popular, tipo de evento que não é comum para eles, mas algo que as alunas canadenses vivenciaram no Brasil e incorporaram a ideia lá. Foi muito especial”.O grupo também teve a oportunidade de visitar o parlamento canadense em Ottawa e conheceram pessoalmente a senadora Marty Deacon. Ela explicou às alunas que 52% do parlamento canadense é composto por mulheres, o que torna o Canadá o país com o maior número de mulheres no governo no mundo. Ela elogiou a iniciativa do Colégio São Luiz e do Séminaire du Sacré-Coeur em integrar educação e esporte na busca da internacionalização do ensino.O técnico de vôlei, Daniel Ricardo Pieper, destaca o impacto transformador da vivência para as adolescentes. “Tivemos a parte esportiva com muitos elementos do inverno, como o curling, e a caminhada na neve. Também acompanhamos um jogo de hóquei sub-21, o principal esporte deles. Tudo isso é muito diferente do que vivenciamos aqui”, comenta.Para ele, o intercâmbio vai além da prática esportiva. “Parece que 17 dias é pouco, mas transforma as meninas. Elas ganham independência, maturidade e autonomia. É como se se equivalesse a seis meses de amadurecimento. Além disso, trocamos experiências sobre treinamento. O vôlei lá tem características próprias, mais dinâmicas, e aprendemos muito”.
Experiência aprovadaAs estudantes afirmam que o intercâmbio superou as expectativas, tanto no acolhimento das famílias quanto no contato com uma nova cultura.Rafaela Müller Coelho destaca as amizades e as diferenças técnicas no vôlei canadense. “Fiz amizades que vou levar pra vida inteira, aprendi muito, conheci uma cultura diferente. Também achei bem legal essa vivência que tivemos com o vôlei. Foi muito legal aprender e me senti muito em casa”, afirma.Para Hana Pruner Koguchi, a estadia criou laços que ela quer levar para o futuro. “Agora tenho uma família em outro país. Gostei muito de conhecer novas comidas e lugares”, conta.A vivência familiar também marcou Valentina Vechini Matos. “A experiência foi única. Me senti em casa e fui muito acolhida. Superou minhas expectativas”, diz ela, ressaltando o carinho dos estudantes canadenses.Maria Alice de Sousa da Silva destaca o crescimento pessoal. “Aprendemos a ser mais independentes e a conviver em grupo. A experiência superou o que eu esperava”.Para Isadora Jaraceski, o intercâmbio ampliou horizontes. “Conviver com outra cultura abre a mente. A escola é diferente, o jeito de ensinar também. Me conectei muito com as irmãs canadenses, foi muito especial”.A adaptação inicial foi um desafio para Marina Ristow, mas logo virou encantamento. “Foi estranho no começo, mas depois me acostumei. Ver neve foi muito legal e aprender francês também”.Valentina Battisti Archer reforça a intensidade da experiência. “Amei viver na casa de uma família canadense, ver a rotina e conhecer a organização da escola. Criamos uma conexão muito forte”.Já Antonella Peluso Cadore ressalta o interesse dos canadenses pela cultura brasileira. “A escola é muito diferente e, no início, foi mais difícil. Depois das apresentações que fizemos sobre o Brasil, eles começaram a conversar e queriam saber sobre o nosso país”.Para Júlia Van Wilpe Hoffmann de Souza, o acolhimento familiar fez toda a diferença. “Conhecer novas tradições e culturas foi muito especial, e minha família anfitriã era incrível”.Maysa Zucco Gevaerd aproveitou cada novidade. “A cultura é totalmente diferente. Gostei da comida apimentada, das pessoas, dos esportes como o curling, e das visitas aos museus”.Para Luiza Zendron Peron a experiência foi a realização de um sonho. “Sempre quis fazer intercâmbio. Ver a neve, conhecer lugares lindos e fazer amizades foi incrível. Aproveitamos muito, mesmo com o frio”.Letícia Ferreira da Silva também aprovou a experiência. De acordo com ela, o intercâmbio superou todas as expectativas. “Foi tudo incrível. Vivi momentos maravilhosos conhecendo novas cidades, jogando vôlei, fazendo novas amizades. Me conectei muito com a minha família canadense, que me recebeu super bem. Sou grata por essa oportunidade”.
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